Aulas de apoio à cidadania na Casa dos Açores.
Todas as pessoas interessadas são bem vindas, para as aulas de preparação para o exame de cidadania e preenchimento de toda a documentação para a imigração é gratuita
Professor para o exame de cidadania em Inglês:
Dr. Onésimo de Almeida
Professora para o exame de cidadania em Português:
Prof. Lúcia Câmara
Desde o inicio das aulas a CANI já deu apoiou a mais de mil pessoas para obterem a cidadania Americana.
A dupla cidadania
Texto dedicado à memória de Fátima Martins cuja Fundação por ela iniciada, lançou recentemente o seu livro póstumo “ América” que é um gritante apelo à opção da cidadania norte americana , uma luta que ela conseguiu vencer preparando milhares de novos cidadãos americanos
Se, na emigração o que o emigrante mais procura é o bem estar e uma vida cujo padrão de excelência valha pelo sacrifício de deixar a terra, tem contudo , pelo menos aqui nos Estados Unidos, de cumprir uma legislação mais apertada em relação aquela que vigorou antes do 11 de Setembro de 2001.
Cerceou-se a liberdade? Nesse aspecto o mais sacrificado, naturalmente, foi o estrangeiro com estatuto de emigrante com residência permanente, mas não aquele que entretanto obteve a cidadania. As leis tornaram-se mais apertadas e até mesmo o crime de “banal” significado como eram tidos alguns, passou a custar a deportação o que foi tido, como pena “ fatídig” . Imagine-se que por bater na mulher (sem gravidades de maior) em minúsculos conflitos domésticos mas com alguma reincidência e por mais de uma vez ser apanhado no roubo chamado “shope lift” seriam e creio que ainda serão, repatriados o que por vezes provoca a separação nos casais e amiúde com mulher e filhos para um e outro para lá das fronteiras com possibilidade de nunca mais voltarem aos states.
Julga-se que esta lei foi adaptada por outros países de emigração em todo o Globo teve o objectivo de “peneirar” os possíveis terroristas intrusos na sociedade dos mesmos países .Afirma-se que os EUA foi o precursor desta lei adaptada à letra num mundo rico mas cada vez mais conturbado pelos actos de desacatos comitidos pelos não nativos que custam a encontrar trabalho e ganhos ao nível dos naturais e naturalizados.
No caso da nossa secular emigração, muito embora os repatriados tenham sido substanciais em relação à emigração em si (não há estatísticas e percentagens ao nosso alcance) estamos certos que o volume de repatriados (na maioria jovem e viciados) tem feito ferida na economia, e no caso por exemplo dos Açores, visível apreensão na população.
São conhecidas as causas de readaptação dos deportados a um meio onde, principalmente os ganhos e os empregos são às vezes confrontados com situações abismais às que possuíram no país de acolhimento.
Muito embora nas comunidades portuguesas no estrangeiro existam organismos sócio culturais que, nos seus programas cívicos ofereçam aulas para a obtenção de cidadania, ainda há muitos milhares de indivíduos de todas as idades, obstinados em não adquirirem a cidadania do país que lhes recolheram, não por ficarem privados da cidadania original, mas porque têm preguiça de estudarem meia dúzia de factos e frases da história da Nação que hoje lhes proporciona estável radicação e meio de ganha pão, bem assim, o caminho da sua independência económica e melhor forma de vida, não obstante os tempos serem outros.Hoje obter cidadania americana não é renegar por imposição à do país onde se veio.
A Casa dos Açores da Nova Inglaterra tem oferecido aos seus sócios aulas para a naturalização americana e neste particular foram milhares os já registados como cidadãos norte americanos num trabalho voluntário de professores e directores. Damos aqui o exemplo da Casa dos Açores acima citada que no espaço de três anos conseguiu o registo de mais de um milhar de alunos bem sucedidos.
O Governo dos Estados Unidos com as medidas tomadas para enfrentar o terrorismo tem tido um cuidado muito especial na oferta da cidadania a utentes que qualificam para tal com buscas mais aturadas na parte criminal e elevando os preços com os custos para o manejo do processo o qual tem sido varias vezes incrementado nos seus questionários e documentos de comprovação.
Quando a Casa dos Açores principiou há anos a auxiliar o público da sua área de jurisdição no preenchimento de documentação, todo o custo do processo para dar entrada na Emigração não chegava a $100.00 e actualmente já ultrapassa, de longe, os $600.00 e não pára por aqui. Contudo o número de novos cidadãos tem crescido a olhos vistos especialmente originários de países fronteiriços e de toda a América Central e Sul.
Quando dizemos em epigrafe que a naturalização é uma “mais valia” para a vida de quem a obtem é, tendo em conta, que não existe ninguém à superfície do globo que não esteja isento de encontrar pela frente obstáculos gerados por conflitos que resultam depois em condenações que, com a falta da cidadania, venha a converter-se em “passaporte para a imposição do regresso à Pátria”,criando problemas , tais decisões que chegam a separar famílias por completo, o que também não é totalmente humano. Mas é a lei. !
Com a naturalização a ser assim um bem inestimável, o problema de uma cisão familiar está garantido não ser confrontado. A referida naturalização passa também por um acordo entre Portugal e EUA desde 1983, a doar dupla cidadania e assim uma “mais valia” para todo o emigrante. Mas, que Valia!
Vejam esta, que não é ficção nem tão pouco estória moderna da emigração, é um facto.
O caso passou-se em Fall River : uma mocinha das ilhas foi mãe solteira aos 17 anos e o noivo nunca quiz casar nem reconhecer a paternidade da filha que “louvado seja Deus” é um retrato dele. Passados uns tempos a moça encontra novo namorado que depois foi apanhado nas malhas das drogas e repatriado . Num acto impensado a jovem resolveu solidarizar-se com o seu Romeu e foi viver para a ilha. Volvido algum o tempo, já tem outros dois rebentos que não conhecem a irmã americana entretanto deixada aos cuidados dos pobres avós sexagenários adiantados, sem emprego e sem acesso à Segurança Social ou Assistência Social. A mocinha cresce, naturalmente, com saudade da mãe e com a dor infligida pelo pai que não a quer reconhecer.Entretanto, os avós vão fazendo os maiores sacrifícios para irem ultrapassando as agrúrias do Inverno, o aquecimento do lar, a falta de produtos de primeira necessidade para pôr na mesa e outros problemas que não criaram.
A netinha, americana é o enlevo dos avós que com ela chora o ostracismo, a falta de humanidade de um pai que não quer reconhecer um erro antigo que agora pode ser, “ o quanto baste” para derrubar o seu lar constituído com outra companheira e filhos.
Se a cidadania tivesse sido a opção do actual marido da mãe, decerto, a deportação, hoje, não teria acontecido nem tão pouco se tornaria impecilho na vida Angela Chanel, que a priva do amor maternal e ser menina diferente das outras que frequentam o seu 3º ano de escolaridade.
Portanto, amigos, a cidadania é uma verdadeira “mais valia” para a vida dos que adoptaram ou irão adoptar esta terra como chão para viverem com dignidade .
East Providence, 2010-02-25
Joao Carlos Tavares
